joaolynch
The Nowhere Man |
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December 26th, 2009 04:42 pm
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 # Band: Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra# Title: Kollaps Tradixionales # Formats: CD / Deluxe CD / Deluxe 2x10" # Release Date: February 8, 2010 (Europe)# Duration: 54:29 Tags: musica  
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em_branco
em_branco |
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December 26th, 2009 02:33 am
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O amor é coisa estranha, mas quero descobri-lo já, já, já. Quero parar a avenida, soltar papagaios, aprender a voar. Não me bastam as paisagens, nem os sonhos, nem o vinho gelado. Quero um amor para cumprir, ora depressa, ora devagar, um sabor a eternidade debaixo da língua. Um desatino sem ponteiros. Quero a vida como ela deve ser: arrebatada e curiosa, ligada ao resto pela coisa simples e imensa de poder amar. Amar e voltar a amar. Amar e transamar. Amar e desmaiar em cheio. Amar e ouvir a palpitação do mundo no peito da amada.
Não me servem os palácios, ou os jardins, não me serve a sabedoria dos antigos ou o drama dos poetas. Não me servem as cores da primavera, ou os cânticos, as cegonhas, ou cerejeiras em flor. Tenho um amor à minha espera e é tempo de ir.
Quero susto e mão dada e ternura de queixo arranhando queixo. Quero o perfil visto e revisto num dia inteiro, num fim de semana-sofá. Para sempre, aqui, como nos filmes que importam mesmo. Quero a liberdade de saber tudo o que há para saber de beijos e gestos e coisas assim. Quero sobreviver à tristeza cheirando o perfume dela, furando as telhas dos meus dias, deixando o que é bom entrar. Quero vestir-me de linho sem medo do ridículo, uma praia que seja só praia e nós, um festival de histórias que não interessam nem tenham que interessar. Quero o swing arrastado e salgado dos corpos a derreter. Quero uma mesa que sirva para tudo, um Deus que faça sentido.
Não se duvide: O amor é para comer. O amor é para comer e chorar por mais. Current Mood:  hyper Current Music: I want to be around - Tony Bennett  
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joaolynch
The Nowhere Man |
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December 25th, 2009 05:23 pm
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o Rato Singer foi ao Tapete mas foi por causa das roupinhas de luxo que usa Que grande ensaio !!
Quem é intolerante é alvo de intolerância. As Groupies foram ao delírio histérico. Edit : Pelos vistos não é a 1ª vez, acho que é um sinal do além, é mandar-lhe uns cachecóis talvez...  
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dancing_in_dark
flávia |
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December 24th, 2009 10:33 am
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Agradeço todos os Felizes Natais que me desejam e aproveito para desejar um Feliz Natal de volta, muito doce.
Beijinhos
 
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guil
Guil |
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December 17th, 2009 02:32 pm
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E pronto. Falta a discussão no Parlamento, lá para Janeiro, mas a felicidade e orgulho que referi ontem começam agora (mesmo com a incongruência da adopção, mas enfim). Current Mood:  happy  
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guil
Guil |
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December 16th, 2009 04:04 pm
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Não sei bem como me sentir face a esta notícia. Por um lado, sinto felicidade e orgulho por finalmente se avançar com o casamento entre pessoas do mesmo sexo - orgulho porque não consigo ter outra posição que não seja a de defesa deste alargamento do casamento. Tenho-me mantido afastado de toda a discussão entre casamento ou não casamento, entre referendo e não referendo, porque sinceramente me parece absurda a própria discussão: para mim é uma questão da mais elementar justiça e igualdade - e as desigualdades não se referendam, resolvem-se. Por outro lado, a notícia diz aquilo que já parecia evidente há algum tempo: a adopção não fica resolvida. Pior, é explicitamente proibida a casais homossexuais. E esse ponto é condenável. Quanto mais não seja porque ficamos na situação bizarra de permitir a adopção a homossexuais não casados, mas proibí-la aos restantes. E isto não faz sentido nenhum. Sou a favor da adopção por casais homossexuais, com tanta veemência como sou a favor do casamento - até talvez mais, pelas vantagens que traz para as próprias crianças (qualquer forma de as retirar de instituições para lhes dar uma família e amor é bem-vinda). Aliás, não é por acaso que há vários países em que a adopção por homossexuais é permitida, mesmo não o sendo o casamento. Por isso mesmo, parece-me que se perdeu uma boa oportunidade de dar um importante passo no país - assim ficámos a meio caminho, e é pena.  
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em_branco
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December 13th, 2009 09:56 pm
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Hoje sonhei com Caymmi. Tinha a pele queimada daquela bahia que não conheço e uma voz disfarçada para que eu não despertasse. Falou-me de mar, desses desesperos que não compreendo e eu, palerma, agarrei-lhe o braço para dizer de adulador. A casa do sonho era velha e luminosa, muito madeira, uns carros por perto, Dorival no centro do mundo. Contei-lhe que vi a Gracinha cantar coisas do mestre: saudades da bahia, vatapá, falsa baiana. Caymmi disfarçou a minha ignorância, fingindo que a baiana falsa era dele e disse, definitivo: “minha favorita dessas aí é Saudades da Bahia”. Do lado de cá, fiz outro teatro e completei, cúmplice,: “Claro...”. Dorival morreu há pouco. Eu não chorei. Na verdade, quando era adolescente, andei triste por já não termos o Caymmi e o Tom por cá. Descobri, incrédulo, que o homem que cantou o Senhor do Bonfim, que nos explicou o que é que tem a mulher do tal lugar, que a Marina era mais bonita sem pintura, que não há nada como um Sábado em Copacabana, depois de trabalhar toda a semana, que até o João Valentão precisa de descansar ao lado da morena depois de distribuir bofetão, estava vivo, velhinho e a morar junto à praia com o seu amor de sempre. O mesmo Caymmi a quem o Tom ligou assustado por um médico e que levou como resposta: “Meu filho, ninguém é tão saudável que não vá morrer nem ninguém é tão doente que já esteja morto” Ah…Caymmi. Volta aos meus sonhos, volta aos nossos sonhos, que andamos precisados de gente de verdade, de gente que sabe a que sabem as coisas gostosas da vida e que não tem medo das ondas do mar. Current Mood:  hopeful Current Music: Suite dos Pescadores - Nana Caymmi  
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em_branco
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December 13th, 2009 07:01 pm
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A hesitação no reencontro disse tudo antes da cidade se pronunciar. Éramos o que quisessemos junto da memória da prisão. Tínhamos a vista enevoada de promessas e confidências e proximidades como ninguém. Vivíamos entre salsa e pimenta e hortelã, numa loucura cubana da Paris. Procurávamos o sena como a mão direita procura a mão alheira para o burralho. Queríamos tudo, por mais que a coragem nos faltasse e essa vontade sabe a crepe e vinho tinto. Não fomos sempre graça e movimento, ficamos tristes, também cansados, também desapontados com a mortalidade das relações e das coisas, mas sempre houve, naquelas noites francesas, lábios ligeiramente espaçados prontos a serem espanto e anunciação de dia limpo, de conversa que não termina nunca. Subimos as escadas porque tinha que ser, visitamos os restaurantes de outros tempos e soubemos que na praça perfeita o jogo não era para ganhar, mas para fazer tombar. Amparaste a minha desilusão magoada, eu segurei os teus sentidos contrafeitos e o que não fizemos importou tanto quanto o nosso roteiro.
Se a liberdade não é isto, esta quentura de alma, de nos sabermos possíveis, viáveis, imensos, então não sei. A cidade é tanto túneis e águas turvas quanto luz. A gente pode passar pode passar por baixo, mas não precisa de mergulhar sempre. Current Mood:  grateful Current Music: Padam Padam - Edith Piaf  
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